6 de agosto de 2011

Anoiteceu em L.A.




Sentei-me na varanda do décimo oitavo andar e observei cada luz se acender. Numa estranheza pelo horário, já que em casa às cinco e meia da tarde já está escurecendo e aqui a clariada ainda presente às oito horas da ‘noite’. Grandes contruções, uma riqueza incalculável e um poder colérico sobre os saltos altos das madames a desfilar pelas belas avenidas. Mas nada disso realmente chamou minha atenção. As flores, as fontes e osfeelings falaram muito mais alto. O jardim com tantas cores e, provavelmente, tantos aromas diferentes. Flores, as quais um dia eu mandaria todas para você para tentar expressar o meu carinho. A fonte formando desenhos variados e encantadores numa combinação de movimento da água e luzes. Em momentos que eu gostaria de poder compartilhar com você. E os sentimentos, ah os sentimentos… Quando olhei a meu lado e vi a cadeira vazia, fechei os olhos. Desejei realmente ter o poder de quando os abrisse novamente, você estaria ali sentado, com o seu sorriso sincero. Com o seu calor e o batimento mais forte igual ao quando começávamos a falar de amor. Com o seu colo que um dia me fez sentir protegida e inabalável. Notei que em minha mente tranquila, num momento raro, somente você conseguia me esquentar num simples pensamento em meio ao vento frio.Senti saudade. E foi assim, num anoitecer multicolorido, que eu percebi o meu amor por você.
Giovanna Malavolta

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