27 de março de 2011

III - PASSAGEIRO


Água. Muita água. O suficiente para fazê-la quase perder o ar. Eram tantos sentimentos dentro de si mesma. Ela mal conseguia diferenciá-los entre bons ou ruins, entre amor e ódio, entre saudade e, na realidade, não sabia ao certo qual seria o antônimo da saudade mas, sentia-o também. Ela só conseguia pensar como a decepção podia ser um dos piores sentimentos a serem sentidos. Raiva, angústia, tristeza. Percebia que pior do que a verdade, a mentira. Quem era aquela menina? Ela não perdera um, mas sim, dois. Dois. Já não possuía mais os pés encostando no chão. Ela estava imersa num aquário. O único problema é que dentro dele, o gosto da água era salgada. 
Giovanna Malavolta

     

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